bible
ra
🌐 Language
English
Español
Français
Deutsch
Português
Italiano
Nederlands
Русский
中文
日本語
한국어
العربية
Türkçe
Tiếng Việt
ไทย
Indonesia
All Languages
Home
/
Portuguese
/
Portuguese (CAP) Capuchinhos (No Known Date)
/
Daniel 13
Daniel 13
Portuguese (CAP) Capuchinhos (No Known Date)
← Chapter 12
Jump to:
Chapter 1
Chapter 2
Chapter 3
Chapter 4
Chapter 5
Chapter 6
Chapter 7
Chapter 8
Chapter 9
Chapter 10
Chapter 11
Chapter 12
Chapter 13
Chapter 14
Chapter 14 →
1
Havia um homem chamado Joaquim, que habitava na Babilónia.*
2
Tinha desposado uma mulher de nome Susana, filha de Hilquias, muito bela e piedosa para com o Senhor,*
3
pois tinha sido educada pelos pais, que eram justos, de harmonia com a Lei de Moisés.*
4
Joaquim era muito rico. Contíguo à sua casa, tinha um pomar; e com frequência se reuniam em casa dele os judeus, pois que entre todos os seus compatriotas gozava de particular consideração.*
5
Tinham sido nomeados juízes, naquele ano, dois anciãos do povo. A eles justamente se aplicava a palavra do Senhor: «A iniquidade veio da Babilónia, de anciãos e juízes, que passavam por dirigir o povo.»*
6
Estas duas personagens frequentavam a casa de Joaquim, onde vinham procurá-los todos os que tinham qualquer contenda.*
7
À hora do meio-dia, quando toda esta gente se tinha retirado, Susana ia passear para o jardim do marido.*
8
Os dois anciãos viam-na todos os dias, por ocasião do passeio, de maneira que a sua* paixão se acendeu por ela.*
9
Perderam a justa noção das coisas, afastaram os olhos para não olharem para o céu e não se lembrarem da verdadeira regra de conduta.*
10
Os dois consumiam-se de paixão por Susana, mas sem contarem um ao outro a sua própria emoção.*
11
Tinham vergonha de, reciprocamente, comunicarem o desejo que os dominava de a possuírem.*
12
Todos os dias, inquietos, procuravam ocasião para a observar.*
13
Uma vez, disseram um ao outro: «Vamos para casa, pois é a hora de almoçar.» Saíram cada um por seu lado.*
14
Mas voltaram os dois atrás e encontraram-se num mesmo lugar. Ao interrogarem-se mutuamente sobre o motivo do regresso, confessaram um ao outro o seu desejo. Combinaram, então, um momento em que pudessem encontrar Susana só. Eles estudavam a ocasião propícia.*
15
Um dia, como de costume, chegou Susana, acompanhada apenas por duas criadas, e preparava-se para tomar banho no jardim, pois fazia calor.*
16
Não havia aí ninguém senão os dois anciãos que, escondidos, a espiavam.*
17
Disse às jovens: «Trazei-me óleo e unguentos e fechai as portas do jardim, para eu tomar banho.»*
18
Fizeram o que ela tinha mandado e, tendo fechado as portas do jardim, saíram pela porta traseira, para irem procurar o que lhes tinha sido pedido; não sabiam que os anciãos estavam lá escondidos.*
19
Logo que elas saíram, os dois homens precipitaram-se para junto de Susana*
20
e disseram-lhe: «As portas do jardim estão fechadas, ninguém nos vê. Nós ardemos de desejo por ti. Aceita e entrega-te a nós.*
21
Se não quiseres, vamos denunciar-te. Diremos que um rapaz estava contigo e que foi por isso mesmo que tu mandaste embora as criadas.»*
22
Susana bradou angustiada: «Estou sujeita a aflições de todos os lados! Se faço isso, é para mim a morte. Se não o faço, nem mesmo assim vos escaparei.*
23
Mas é preferível para mim cair em vossas mãos sem ter feito nada, do que pecar aos olhos do Senhor.»*
24
Susana, então, soltou altos gritos e os dois anciãos gritaram também com ela.*
25
E um deles, correndo para as portas do jardim, abriu-as.*
26
As pessoas da casa, ao ouvirem esta gritaria, precipitaram-se pela porta traseira para ver o que tinha acontecido.*
27
Logo que os anciãos falaram, os criados coraram de vergonha, pois jamais se tinha dito coisa semelhante de Susana.*
28
No dia seguinte, os dois anciãos, dominados pelo desejo criminoso contra a vida de Susana, vieram à reunião que tinha lugar em casa de Joaquim, seu marido.*
29
Disseram diante de toda a gente: «Que se vá procurar Susana, filha de Hilquias, a mulher de Joaquim!» Foram procurá-la.*
30
E veio com os seus pais, os filhos e os membros da sua família.*
31
Susana era de figura delicada e bela de rosto.*
32
Porque estava velada, estes homens perversos, para ao menos se saciarem com a sua beleza, exigiram que levantasse o véu.*
33
Choravam todos os seus, assim como todos os que a conheciam.*
34
Os dois anciãos levantaram-se diante de todo o povo e puseram a mão sobre a cabeça de Susana,*
35
enquanto ela, desfeita em lágrimas, mas de coração cheio de confiança no Senhor, olhava para o céu.*
36
Disseram então os anciãos: «Quando passeávamos a sós pelo jardim, entrou ela com duas criadas; e depois de ter fechado as portas, mandou embora as criadas.*
37
Então, um jovem, que estava lá escondido, aproximou-se e pecou com ela.*
38
Encontrávamo-nos a um canto do jardim. Perante semelhante atrevimento, corremos para eles e surpreendemo-los em flagrante delito.*
39
Não pudemos ter mão no rapaz, porque era mais forte do que* nós, abriu a porta e escapou-se.*
40
A ela apanhámo-la; mas, quando a interrogámos para saber quem era esse rapaz,*
41
recusou responder-nos. Somos testemunhas disto.» Dando crédito a estes homens, que eram anciãos e juízes do povo, a assembleia condenou Susana à morte.*
42
Esta, então, em altos brados disse: «Deus eterno, que sondas os segredos, que conheces os acontecimentos antes que se dêem,*
43
Tu sabes que proferiram um falso testemunho contra mim. Vou morrer sem ter feito nada daquilo que maldosamente inventaram contra mim.»*
44
Deus ouviu a sua oração.*
45
Quando a conduziam para a morte, o Senhor despertou a alma límpida de um rapazinho, chamado Daniel,*
46
que gritou com voz forte: «Estou inocente da morte dessa mulher!»*
47
Toda a gente se voltou para ele e disse: «Que é que isso quer dizer?»*
48
E, dirigindo-se para o meio deles, afirmou: «Israelitas! Estais loucos, para condenardes uma filha de Israel, sem examinardes nem reconhecerdes a verdade?*
49
Recomeçai o julgamento, porque é um falso testemunho o que estes dois homens declararam contra ela.»*
50
O povo apressou-se a voltar. Os anciãos disseram a Daniel: «Vem, senta-te no meio de nós e esclarece-nos, porque Deus te deu maturidade!»*
51
Bradou Daniel: «Separai-os para longe um do outro e eu os julgarei.»*
52
Separaram-nos. Daniel, então, chamou o primeiro e disse-lhe: «Velho perverso! Eis que se manifestam agora os pecados que cometeste outrora em julgamentos injustos,*
53
ao condenares os inocentes, absolvendo os culpados, quando o Senhor disse: ‘Não farás com que morra o inocente ou o justo.’*
54
Vamos! Se realmente os viste, diz-nos debaixo de que árvore os viste entreterem-se um com o outro.» «Sob um lentisco.» – respondeu.*
55
Retorquiu Daniel: «Pois bem! Aí está a mentira, que pagarás com a tua cabeça. Eis que o anjo do Senhor, conforme a sentença divina, te vai rachar a meio!»*
56
Afastaram o homem, e Daniel mandou vir o outro e disse-lhe: «Tu és um filho de Canaã e não um judeu. Foi a beleza que te seduziu e a paixão que te perverteu.*
57
É assim que sempre tendes procedido com as filhas de Israel, que, por medo, entravam em relação convosco. Uma filha de Judá, porém, não consentiu na vossa perversidade.*
58
Vamos, diz-me: sob que árvore os surpreendeste em atitude de se unirem?» «Sob um carvalho.»*
59
Respondeu Daniel: «Pois bem! Também tu forjaste uma mentira que te vai custar a vida. Eis que o anjo do Senhor, de espada em punho, se dispõe a cortar-te ao meio, para vos aniquilar.»*
60
Logo a multidão deu grandes brados, e bendizia a Deus que salva os que põem nele a sua esperança.*
61
Toda a gente, então, se insurgiu contra os dois anciãos que Daniel tinha convencido de falso testemunho, pelas suas próprias declarações e deu-se-lhes o mesmo tratamento que eles tinham infligido ao seu próximo.*
62
De harmonia com a Lei de Moisés, mataram-nos. Deste modo, foi* poupada naquele dia uma vida inocente.*
63
Hilquias e sua esposa louvaram a Deus por sua filha, Susana, com Joaquim, esposo dela, e todos os parentes, pois não tinham encontrado qualquer desonestidade na sua conduta.*
64
Daniel, daí em diante, gozou de elevada consideração entre os compatriotas.*
← Chapter 12
Jump to:
Chapter 1
Chapter 2
Chapter 3
Chapter 4
Chapter 5
Chapter 6
Chapter 7
Chapter 8
Chapter 9
Chapter 10
Chapter 11
Chapter 12
Chapter 13
Chapter 14
Chapter 14 →
All chapters:
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14